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Petróleo dispara US$3 com ataques houthis e vazamento; fecha no maior nível desde abril

Petróleo dispara US$3 com ataques houthis e vazamento; fecha no maior nível desde abril

Reuters

23/10/2026

Placeholder - loading - Tanques de armazenamento de petróleo são vistos em uma fotografia aérea no centro de distribuição de petróleo de Cushing, em Cushing, Oklahoma, EUA, em 21 de abril de 2020. REUTERS/Drone Base
Tanques de armazenamento de petróleo são vistos em uma fotografia aérea no centro de distribuição de petróleo de Cushing, em Cushing, Oklahoma, EUA, em 21 de abril de 2020. REUTERS/Drone Base

Por Nicole Jao

NOVA YORK, 23 Out (Reuters) - Os preços ​do petróleo fecharam com alta de mais de US$3 nesta sexta-feira, atingindo o maior nível em quase seis meses, depois que ataques dos houthis na Arábia Saudita alimentaram preocupações com novas interrupções no abastecimento de energia proveniente do Oriente Médio, região onde as autoridades dos Emirados Árabes Unidos também relataram um derramamento de petróleo.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$116,72 o barril, alta de US$3,55 ou 3,14%, atingindo o maior nível desde 29 de abril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fechou a US$103,27 o barril, alta de US$3,80 ou 3,8%.

O Brent encerrou a semana com alta ⁠de 6% ⁠e o WTI, com alta de 2,3%.

“Os ​temores de ‌interrupções no abastecimento impulsionaram a alta depois que rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, realizaram uma série de ataques em toda a Arábia Saudita, inclusive contra infraestrutura energética”, disse Adam Turnquist, estrategista-chefe de ativos cruzados da LPL Financial.

Na quinta-feira, a Saudi Aramco ordenou a retirada ⁠de sua sede em Dhahran, no Golfo Pérsico, perto do Barein, informou a ​Reuters. Os combates se intensificaram entre a Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, e ​os houthis, com base no Iêmen.

Foi detectado um derramamento de ‌petróleo proveniente de um petroleiro ​na ⁠costa de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, informou o Ministério das Mudanças Climáticas e do Meio Ambiente dos Emirados Árabes Unidos. O ministério não informou a causa do derramamento, e as autoridades ​ainda não identificaram o petroleiro envolvido.

ATAQUES A EMBARCAÇÕES

Fontes do setor de navegação informaram, em 9 de outubro, que o superpetroleiro Gem No. 2 foi atingido por um projétil não identificado a 13 milhas náuticas (24 km) a oeste de Al Jazeera, nos Emirados Árabes Unidos.

“O mercado está preocupado com ​esses ataques iranianos contínuos a petroleiros, que temos visto aumentar na última semana”, disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. “Embora tenha havido um aumento no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, isso pode mudar a qualquer momento.”

Os confrontos entre os houthis e uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, se intensificaram desde que os houthis, alinhados com o Irã, avançaram em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb no mês passado, um ponto ​de estrangulamento marítimo na foz do Mar Vermelho.

Outubro foi o pior mês em termos de ataques à ‌navegação comercial no Estreito de Ormuz e ⁠nas vias navegáveis próximas, de acordo com dados compilados por um think tank com sede em Washington que acompanha incidentes de segurança marítima em todo o mundo desde 2017.

O presidente Donald ⁠Trump afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos poderiam encerrar ⁠rapidamente a guerra com o Irã, mas acrescentou ⁠que talvez Washington devesse ⁠permitir ​que o conflito fosse se acalmando gradualmente.

(Reportagem de Nicole Jao, Siddharth Cavale, Stephanie Kelly e Sudarshan Varadhan)

Reuters

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