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Petróleo fecha em queda após Europa concordar em utilizar reservas de diesel

Petróleo fecha em queda após Europa concordar em utilizar reservas de diesel

Reuters

02/10/2026

Placeholder - loading - As plataformas do campo petrolífero Johan Sverdrup, da Equinor, e a plataforma elevatória com alojamentos Haven são fotografadas no Mar do Norte, na Noruega, em 3 de dezembro de 2019. REUTERS/Ints Kal
As plataformas do campo petrolífero Johan Sverdrup, da Equinor, e a plataforma elevatória com alojamentos Haven são fotografadas no Mar do Norte, na Noruega, em 3 de dezembro de 2019. REUTERS/Ints Kal

Por Erwin Seba

HOUSTON, 2 Out (Reuters) - Os futuros do petróleo ​encerraram em queda depois que os líderes europeus concordaram com o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de liberar reservas de diesel para reduzir os preços e diminuir as importações de combustível dos EUA.

O Brent fechou com queda de 0,06%, a US$102,25 o barril. O WTI encerrou com queda de US$1,76, ou 1,90%, a US$91,11 o barril.

Na semana, o Brent registrou alta de 0,11%, enquanto o WTI caiu 1,6%.

Os países da União Europeia concordaram com uma proposta francesa de liberar estoques adicionais de diesel, informou à Reuters uma fonte a par dos detalhes da discussão.

“A Europa acaba de concordar em liberar uma quantidade enorme de seu diesel, que está em estoque em grande volume”, escreveu Trump em uma ⁠postagem no Truth ⁠Social.

Anteriormente, Trump havia dito que estava considerando proibir ​as exportações ‌de diesel dos EUA.

“A Europa está se sentindo bastante vulnerável”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. “A Europa seria uma das regiões que mais sofreria se impuséssemos uma proibição à exportação de diesel.”

PROPOSTA FRANCESA

Os governos da UE agiram após discutirem a proposta da França para que os países europeus liberassem ⁠50 milhões de barris de diesel e para que os membros da Agência Internacional de ​Energia liberassem 50 milhões de barris de petróleo, disseram à Reuters três fontes a par das discussões.

De ​acordo com a proposta, a Europa liberaria parte dos volumes de ‌diesel em um período de ​20 dias, ⁠disseram duas das fontes.

O presidente francês, Emmanuel Macron, presidiu uma videoconferência com os líderes do G7 nesta sexta-feira, informou o Palácio do Eliseu. Não ficou claro imediatamente se os países do G7 haviam concordado com a proposta da França sobre ​os volumes de combustível a serem liberados.

“Isso destaca que a principal pressão no mercado de energia não é mais a disponibilidade de petróleo, com a recuperação dos fluxos do Oriente Médio, mas sim o abastecimento de produtos refinados, limitado pela redução da capacidade e da produção das refinarias no Oriente Médio e na Rússia”, disse Ole Hansen, ​chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

John Kilduff, sócio da Again Capital, listou outras questões que estão moldando o mercado de petróleo.

“A troca de retórica entre os EUA e os iranianos”, disse Kilduff. “As eleições de meio de mandato. Que tipo de precipício isso representa para o presidente?”

“O que realmente está fazendo os iranianos voltarem a negociar é a pressão sobre sua economia”, acrescentou Kilduff.

Na quinta-feira, os preços fecharam em alta depois que a Reuters informou que as refinarias chinesas haviam suspendido as exportações de derivados de petróleo para outubro a fim de preservar os estoques ​domésticos. Também apoiando os preços, o Wall Street Journal informou que os EUA estavam enviando um terceiro porta-aviões e até ‌10 mil soldados a mais para o Oriente ⁠Médio, enquanto Trump avaliava retomar os ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato.

Hamad Hussain, economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics, disse que uma nova liberação de estoques de petróleo “poderia ser ⁠suficiente para ajudar a levar o mercado geral de volta a um ⁠ligeiro superávit, caso a recente recuperação nos fluxos provenientes ⁠do Oriente Médio se mantenha”.

(Reportagem ⁠de ​Erwin Seba em Houston, Anushree Mukherjee em Londres e Jeslyn Lerh em Cingapura; Reportagem adicional de Helen Clark em Perth)

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