Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Petróleo sobe 2% e fecha em máxima de seis meses por temores de uma escalada no Irã

Petróleo sobe 2% e fecha em máxima de seis meses por temores de uma escalada no Irã

Reuters

30/10/2026

Placeholder - loading - Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 2 de outubro de 2026. REUTERS/Stringer
Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 2 de outubro de 2026. REUTERS/Stringer

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON, 30 Out (Reuters) - Os preços do petróleo ​subiram mais de 2% nesta sexta-feira e fecharam nos níveis mais altos desde o final de abril, à medida que os operadores se preparavam para uma possível escalada do conflito com o Irã após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, com um ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz destacando os riscos ao abastecimento.

Os futuros do petróleo Brent para dezembro , que venceram nesta sexta-feira, fecharam com alta de US$2,76, ou 2,4%, a US$117,64 o barril, após atingirem uma máxima de US$118. O contrato de janeiro, mais ativo , subiu US$2,63, para US$113,43.

Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam com alta de US$2,12, ou 2,08%, a US$104,12.

No mês, o Brent encerrou com alta ⁠de 13,6%, ⁠enquanto o WTI subiu 15,2%.

“Os operadores continuarão focados ​nos fluxos de ‌petróleo do Oriente Médio e na provável escalada por parte dos EUA e das forças aliadas”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial.

Um petroleiro no Estreito de Ormuz foi atingido nesta sexta-feira por dispositivos explosivos acoplados por uma pequena embarcação, informou o UKMTO, o serviço britânico de segurança marítima. Não ficou ⁠claro imediatamente quem estava por trás do ataque no estreito, a principal via marítima para ​o escoamento de petróleo e combustíveis do Golfo.

Foi o primeiro ataque bem-sucedido conhecido na via navegável usando minas-ventosa — ​explosivos que são fixados ao casco de um navio a ‌partir de uma pequena embarcação — ​desde o ⁠início da guerra EUA-Israel com o Irã, em fevereiro, segundo fontes marítimas.

'MAIOR PROBABILIDADE DE UMA ESCALADA'

Os EUA ordenaram que funcionários públicos não essenciais e seus familiares deixassem a Arábia Saudita a partir de 23 de outubro devido a riscos de segurança, ​informou a embaixada dos EUA em Riade nesta sexta-feira, citando ataques houthis a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas.

Os militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram na quinta-feira que haviam atacado vários locais na Arábia Saudita, incluindo a grande refinaria de petróleo de Ras Tanura, a refinaria de Rabigh e uma unidade de produção em Abqaiq, de ​propriedade da petrolífera estatal Saudi Aramco.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita também informou ter interceptado um míssil de cruzeiro lançado pelos houthis em direção à região oeste do reino.

Enquanto isso, mediadores do Catar retornaram a Teerã nesta sexta-feira como parte de esforços coordenados para chegar a um acordo entre os EUA e o Irã, disse à Reuters uma autoridade a par das negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que o vice-presidente JD Vance havia entrado em contato com o Irã para ajudar o país a obter suprimentos médicos, depois que a mídia norte-americana ​noticiou que Vance havia escrito ao principal responsável pela segurança de Teerã para retomar as negociações de paz.

O Irã recebeu uma ‌carta de Vance, mas ainda não respondeu a ⁠ela, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, acrescentando que Teerã quer que os EUA atendam às suas condições e que “qualquer posição que contradiga esse quadro é inaceitável”.

Os preços do petróleo podem se tornar ainda mais ⁠voláteis nas próximas semanas devido às recentes eleições em Israel e às ⁠eleições de meio de mandato nos EUA em 3 ⁠de novembro, de acordo com ⁠um ​relatório do Saxo Bank divulgado na quinta-feira.

(Reportagem de Anna Hirtenstein, em Londres; Reportagem adicional de Helen Clark e Siyi Liu)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...