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Petróleo sobe 3% com notícias da Venezuela e preocupações com oferta de Rússia, Iraque e Irã

Petróleo sobe 3% com notícias da Venezuela e preocupações com oferta de Rússia, Iraque e Irã

Reuters

08/01/2026

Placeholder - loading - Tanque de armazenamento na Bacia do Permiano, em Mentone, Condado de Loving, Texas, EUA 22/11/2019 REUTERS/Angus Mordant
Tanque de armazenamento na Bacia do Permiano, em Mentone, Condado de Loving, Texas, EUA 22/11/2019 REUTERS/Angus Mordant

Por Scott DiSavino

NOVA YORK, 8 Jan (Reuters) - Os preços do petróleo ⁠subiram mais de 3% nesta quinta-feira, após dois dias consecutivos de quedas, encerrando o dia no maior patamar das últimas duas semanas, com os investidores avaliando os acontecimentos na Venezuela e preocupados com a oferta de Rússia, Iraque e Irã.

Os contratos futuros do Brent subiram US$2,03, ou 3,4%, para fechar a US$61,99 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$1,77, ou 3,2%, para fechar a US$57,76.

Esse foi o maior valor de fechamento para o Brent desde 24 de dezembro.

As embaixadas estrangeiras na Venezuela estão começando a organizar visitas para a próxima semana, que incluirão representantes de empresas petrolíferas americanas e europeias, disseram duas fontes à Reuters, após o anúncio de Washington de um ​acordo de petróleo de US$2 bilhões e o fornecimento de produtos ⁠norte-americanos ao país ⁠sul-americano.

Os EUA apreenderam dois navios petroleiros ligados à Venezuela no Oceano Atlântico na quarta-feira, com um deles navegando sob a bandeira da Rússia, como parte do esforço agressivo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ditar os fluxos de petróleo nas Américas e forçar o governo da Venezuela a se tornar um aliado.

Depois de capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro em um ataque militar em Caracas ‌no sábado, os EUA têm aumentado o bloqueio de embarcações que estão sob sanções e que viajam de ​e para o país sul-americano, membro da Organização dos Países Exportadores ‌de Petróleo.

PREÇOS VOLTAM AOS NÍVEIS ​ANTERIORES AO ​ATAQUE

'O complexo está se recuperando, com os índices de referência do petróleo voltando aos níveis do fechamento da última sexta-feira, antes da remoção de Maduro pelos EUA', disseram analistas da empresa de consultoria em energia Ritterbusch and Associates em uma nota.

'O ​fato de que esse importante desenvolvimento está tendo pouco impacto sobre o complexo energético não é surpreendente, uma vez que a chegada de uma quantidade significativa de petróleo venezuelano à região da Costa do Golfo (dos EUA) pode estar a anos de distância', disse Ritterbusch.

O Senado dos EUA votou nesta quinta-feira a favor de uma resolução que impediria o presidente Donald Trump de tomar novas medidas militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso, mesmo quando Trump disse que a supervisão dos EUA sobre a nação problemática poderia durar anos.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse que havia espaço para equilibrar os papéis dos EUA e da China na Venezuela para permitir o comércio, mas que Washington não permitiria que Pequim tivesse um controle maior sobre o país sul-americano.

Em uma entrevista à Fox Business Network, Wright também disse que esperava ver a Chevron aumentar rapidamente suas atividades na Venezuela, com outras grandes petrolíferas dos ⁠EUA, a ConocoPhillips e a Exxon Mobil também buscando desempenhar um papel construtivo.

O governo Trump convidou os chefes das casas ‌de comércio de commodities Vitol e Trafigura para ⁠irem à Casa Branca na sexta-feira para conversações sobre a comercialização do petróleo venezuelano, disseram quatro fontes familiarizadas com o assunto à Reuters.

A indiana Reliance Industries, operadora do maior complexo de refino do mundo, disse que considerará a ‍compra de petróleo venezuelano se for permitida a venda a compradores não norte-americanos. A Venezuela produz cerca de 1% do suprimento mundial de petróleo.

(Reportagem de ​Scott ‌DiSavino em Nova York e Enes Tunagur em Londres; reportagem adicional de Yuka Obayashi em Tóquio e Siyi Liu em Cingapura)

Reuters

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