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PIB dos EUA no 2º trimestre é revisado para cima com gastos fortes do consumidor

PIB dos EUA no 2º trimestre é revisado para cima com gastos fortes do consumidor

Reuters

30/09/2026

Placeholder - loading - Pedestres passam em frente a uma loja da Macy's em Nova York  27 de julho de 2026. REUTERS/Jeenah Moon
Pedestres passam em frente a uma loja da Macy's em Nova York 27 de julho de 2026. REUTERS/Jeenah Moon

WASHINGTON, 30 Set (Reuters) - A economia dos ​Estados Unidos cresceu a um ritmo sólido no segundo trimestre, impulsionada pelos gastos fortes do consumidor e pelos investimentos empresariais relacionados à implantação de infraestrutura de IA.

O Produto Interno bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 2,2%, em dado revisado para cima em relação à estimativa anterior de 1,5%, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua terceira estimativa do PIB do segundo trimestre, divulgada nesta quarta-feira. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o ⁠dado ⁠não fosse revisado.

A economia cresceu a ​uma ‌taxa de 2,5% no primeiro trimestre. Esse número foi revisado para cima em relação à taxa de 2,1% divulgada anteriormente.

O escritório revisou os dados do PIB desde 2021 para refletir informações atualizadas. Os números ⁠de crescimento sugerem que a economia tem se mantido bem até ​o momento apesar dos problemas decorrentes da guerra dos EUA e de ​Israel contra o Irã, graças aos investimentos ‌agressivos das empresas ​em IA ⁠e às generosas restituições de impostos decorrentes da legislação tributária do ano passado, que sustentam os gastos do consumidor.

Os gastos do consumidor, que representam mais de ​dois terços da economia, cresceram a uma taxa de 3,8% no último trimestre, em dado revisado para cima em relação à taxa de 3,4% divulgada anteriormente. Os gastos cresceram 0,7% no trimestre de janeiro a março.

Mas, mesmo ​com os consumidores continuando a gastar, os orçamentos das famílias estão cada vez mais sob pressão devido à inflação mais elevada, principalmente os preços da gasolina.

Apesar da ansiedade em relação à inflação, o ritmo vigoroso dos gastos do consumidor parece ter se mantido no terceiro trimestre, graças a uma alta no mercado de ações impulsionada pela inteligência artificial, bem como ao fato de ​as famílias estarem utilizando suas economias e poupando menos. Os gastos das empresas com ‌equipamentos mantiveram um crescimento de dois ⁠dígitos.

As vendas finais a compradores domésticos privados, que excluem o comércio, os estoques e os gastos do governo, aumentaram a uma taxa de 4,6% ⁠no segundo trimestre, ante 4,2% divulgado anteriormente. Esse ⁠indicador da demanda doméstica cresceu ⁠a uma taxa de ⁠1,8% ​no trimestre de janeiro a março, de 1,7% informado antes.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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