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Preços ao consumidor nos EUA aceleram em setembro com aumento da gasolina

Preços ao consumidor nos EUA aceleram em setembro com aumento da gasolina

Reuters

14/10/2026

Placeholder - loading - Pessoa abastece carro em um posto de combustível em Atlanta, nos EUA 20 de março de 2026 REUTERS/Alyssa Pointer
Pessoa abastece carro em um posto de combustível em Atlanta, nos EUA 20 de março de 2026 REUTERS/Alyssa Pointer

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 13 Out (Reuters) - Os preços ao ​consumidor nos Estados Unidos aceleraram em setembro em meio a um aumento acentuado nos custos da gasolina, representando mais um golpe para o presidente Donald Trump e seu Partido Republicano às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro e colocando novamente em pauta um aumento da taxa de juros ainda neste mês.

O Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,6% no mês passado, após alta de 0,4% em agosto, informou nesta quarta-feira o Departamento de Estatísticas do Trabalho, do Departamento do Trabalho dos EUA. Nos 12 meses até setembro, o índice avançou ⁠3,7%, após ⁠alta de 3,4% em agosto.

Economistas consultados ​pela Reuters ‌previam que o índice subiria 0,6% no mês e aumentaria 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os preços da gasolina dispararam 7,1% em setembro, segundo dados da Administração de Informações sobre Energia dos EUA.

O relatório veio na sequência de pesquisas ⁠realizadas neste mês que mostraram uma deterioração ainda maior no ânimo do ​consumidor e uma queda acentuada na popularidade de Trump, impulsionada pela ansiedade em relação ao ​aumento do custo de vida. Uma pesquisa Reuters/Ipsos revelou ‌que cerca de 78% ​dos norte-americanos ⁠atribuíram às políticas de Trump — incluindo tarifas sobre importações e o conflito dos EUA e de Israel contra o Irã — a responsabilidade pelo aumento dos preços, que estão superando o crescimento dos salários.

INFLAÇÃO ​SUBJACENTE AUMENTA

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,3% em setembro, igualando o aumento registrado em agosto. Nos 12 meses até setembro, a inflação do índice básico aumentou 2,6%, após avançar 2,4% em agosto. O Federal Reserve utiliza o Índice de Preços ​de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) como referência para sua meta de inflação de 2%. O Índice de Preços ao Consumidor básico está ficando atrás da inflação do PCE básico, que aumentou 3,0% em agosto, devido aos diferentes pesos atribuídos aos componentes das cestas.

No mês passado, o Fed elevou sua taxa básica de juros overnight em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00% — o primeiro aumento em três anos — e sinalizou novos aumentos nos custos de empréstimos nos ​próximos meses. Antes do dado de inflação desta quarta-feira, os mercados financeiros atribuíam uma probabilidade de ‌cerca de 22% de um aumento dos ⁠juros na reunião de política monetária de 27 e 28 de outubro, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.

As chances de um aumento dos juros nos EUA neste mês diminuíram ⁠após ganhos decepcionantes na folha de pagamento em setembro, bem ⁠como dados de inflação do PCE mais baixos ⁠do que o ⁠esperado ​para julho e agosto. Economistas esperavam que o Fed aumentasse os juros em dezembro.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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