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Premiê diz que Reino Unido deve avaliar opções em relação à UE após Brexit, incluindo volta ao bloco

Premiê diz que Reino Unido deve avaliar opções em relação à UE após Brexit, incluindo volta ao bloco

Reuters

30/09/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, durante conferência anual do Partido Trabalhista em Liverpool, 29 de setembro de 2026 REUTERS/Temilade Adelaja
Primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, durante conferência anual do Partido Trabalhista em Liverpool, 29 de setembro de 2026 REUTERS/Temilade Adelaja

Por Elizabeth Piper e Sam Tabahriti

LONDRES, 30 Set (Reuters) - ​O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, disse nesta quarta-feira que o país deveria considerar opções para sua relação futura com a União Europeia, incluindo o retorno ao bloco, reforçando sua mensagem de que o Brexit “trouxe mais prejuízos do que benefícios”.

Na conferência anual do Partido Trabalhista, na terça-feira, Burnham — que fez campanha pela permanência na UE no referendo de 2016 sobre a saída da UE — argumentou que o país deveria reconsiderar as opções para “a relação de longo prazo do Reino Unido com nossos parceiros europeus”.

Ele afirmou que a saída do Reino Unido do bloco não cumpriu a promessa de “recuperar o ⁠controle” e, em ⁠vez disso, enfraqueceu o país, especialmente na ​economia e ‌no enfrentamento dos altos níveis de imigração.

Em entrevista à BBC, Burnham reiterou que o Reino Unido deveria considerar várias opções para um relacionamento futuro, incluindo não apenas a adesão plena, mas também o retorno ao mercado único da UE ou a uma união aduaneira — ⁠reacendendo um debate polêmico que vem dividindo o país nos últimos 10 anos.

“Podemos ​permanecer como estamos. Essa é definitivamente uma opção, se as pessoas acharem que este é o ​lugar certo para ficarmos”, disse Burnham, enumerando certas opções, ‌incluindo a de “ir até ​o fim”.

Não ⁠está claro como Burnham irá sondar a opinião pública sobre a UE, mas ele afirmou em seu discurso que “aproveitaria a oportunidade em torno da cúpula para expor a vocês, para expor ao país, quais ​acredito que sejam as diferentes opções”.

Uma cúpula entre a UE e o Reino Unido foi adiada de 22 de julho após a renúncia de Keir Starmer ao cargo de primeiro-ministro, e agora poderia ocorrer em novembro, embora qualquer medida formal tenha que esperar até a próxima eleição, prevista para ​meados de 2029.

Os londrinos com quem a Reuters conversou durante o trajeto matinal para o trabalho apoiaram amplamente uma iniciativa para voltar a integrar o bloco, embora existam dúvidas.

“Estou meio que aberto a nos aproximarmos da Europa, mas não tenho certeza se o país precisa de outro debate sobre o Brexit do zero”, disse o atuário Roy Taylor, de 59 anos.

Burnham disse que as opções devem ser avaliadas com base no “que é viável” e nas vantagens e desvantagens de cada uma.

Ele afirmou ​que se manterá fiel às promessas de governo feitas por Starmer na última eleição de 2024, que incluíam ‌a promessa de “permanecer fora da UE” e ⁠não retornar ao mercado único, à união aduaneira ou à livre circulação.

Outra questão seria se a UE estaria disposta a oferecer ao Reino Unido o reingresso em termos que Burnham pudesse ⁠considerar favoráveis.

Pesquisas mostram que a maioria dos britânicos apoiaria a adesão ⁠à UE, mas esse apoio costuma diminuir quando ⁠se levam em conta ⁠requisitos ​como a contribuição para os orçamentos e a adoção do euro.

(Reportagem de Sam Tabahriti e Elizabeth Piper)

Reuters

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