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Premiê italiana repreende chanceler alemão por apoio a grupos de resgate de migrantes

Premiê italiana repreende chanceler alemão por apoio a grupos de resgate de migrantes

Reuters

25/09/2023

Placeholder - loading - Primeira-ministra italiana Giorgia Meloni 30/06/2023 REUTERS/Johanna Geron
Primeira-ministra italiana Giorgia Meloni 30/06/2023 REUTERS/Johanna Geron

ROMA (Reuters) - A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, escreveu ao chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, dizendo-lhe que soube com “espanto” de uma iniciativa do governo alemão para financiar grupos de caridade para migrantes que operam no mar Mediterrâneo.

Meloni tem promovido uma abordagem radical contra a imigração ilegal, mas a Itália registrou um aumento nas chegadas de migrantes neste ano, com cerca de 133.000 tendo desembarcado até agora, contra cerca de 69.800 no mesmo período em 2022.

A carta de Meloni é datada de 23 de setembro e foi tornada pública depois que o ministro da Defesa, Guido Crosetto, uma figura importante do partido da premiê, Irmãos da Itália, também criticou o governo alemão por apoiar as instituições de caridade em uma entrevista no domingo.

A carta de Meloni a Scholz, vista pela Reuters, dizia: 'Fiquei sabendo com espanto que a sua administração --sem coordenação com o governo italiano-- supostamente decidiu apoiar com fundos substanciais organizações não-governamentais envolvidas na recepção de migrantes irregulares em território italiano e em resgates no Mar Mediterrâneo.'

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores alemão disse na sexta-feira que Berlim estava implementando um programa de apoio financeiro parlamentar para resgate civil no mar e projetos em terra, e concluiu a análise de dois pedidos.

O ministério também disse que resgatar pessoas no mar é um “dever legal, humanitário e moral”.

Meloni assinou na semana passada novas medidas para prolongar o tempo de detenção dos imigrantes e aumentar o número de centros de detenção, em um esforço para dissuadi-los de embarcar em travessias marítimas vindo do Norte da África.

“Acredito que os esforços, inclusive financeiros, dos países da UE interessados ​​em fornecer apoio concreto à Itália deveriam se concentrar na construção de soluções estruturais para o fenômeno da migração”, disse Meloni em sua carta a Scholz.

Grupos de caridade negaram que os seus barcos de resgate atuem como um “fator de atração” para os migrantes partirem para a Europa.

(Por Angelo Amante)

Reuters

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