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Preocupações das autoridades monetárias do Fed com a inflação aumentaram na reunião de julho, mostra ata

Preocupações das autoridades monetárias do Fed com a inflação aumentaram na reunião de julho, mostra ata

Reuters

19/08/2026

Placeholder - loading - Prédio do Federal Reserve em Washington, EUA, em 1º de maio de 2020. REUTERS/Kevin Lamarque
Prédio do Federal Reserve em Washington, EUA, em 1º de maio de 2020. REUTERS/Kevin Lamarque

Por Howard Schneider

WASHINGTON, 19 Ago (Reuters) - A preocupação com a inflação ​se aprofundou na reunião do Federal Reserve no mês passado, com “vários” formuladores de política monetária dispostos a aumentar as taxas de juros e “muitos” afirmando que um aumento nos custos de empréstimos seria necessário caso a inflação não caísse para a meta de 2% do banco central dos EUA, segundo a ata da sessão divulgada nesta quarta-feira.

Os formuladores de política monetária que se mostraram a favor de um aumento das taxas na reunião “observaram que as pressões sobre os preços pareciam generalizadas e avaliaram que o Comitê (de definição de política) deveria adotar uma postura de política monetária mais restritiva para cumprir seu compromisso de atingir suas metas de estabilidade de preços e pleno emprego de forma sustentável”, segundo a ata da reunião realizada entre 28 e 29 de julho.

Caso contrário, argumentaram, haveria o ⁠risco de “uma sequência ⁠mais acentuada e potencialmente mais onerosa de medidas de ​aperto monetário ‌em um estágio posterior”.

O Fed votou naquela reunião pela manutenção de sua taxa básica de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%, mas com três formuladores de política monetária discordando, a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual.

Um grupo maior de “muitos” participantes “avaliou que o aperto monetário provavelmente seria necessário caso a inflação não diminuísse”, afirma a ata.

A ⁠ata, que abrange a segunda reunião do presidente do Fed, Kevin Warsh, como chefe do banco central, ​mostrou que os membros do comitê já estavam se aprofundando em algumas das questões mais amplas que ele pretende ​abordar como parte de uma possível reformulação da forma como o Fed ‌opera.

Os participantes viram a próxima análise, ​a ⁠ser feita por um grupo de trabalho, sobre como o Fed gerencia seu balanço patrimonial como uma “oportunidade para uma discussão abrangente”, embora “muitos” participantes da reunião tenham “reafirmado que o principal meio de ajustar a postura da política monetária deve ser por meio de mudanças na faixa-alvo para ​a taxa de fundos federais”, e não pela manipulação das carteiras de ativos do Fed.

Warsh também solicitou “contribuições do Comitê” sobre se seria melhor que o Fed realizasse apenas seis reuniões por ano, em vez das atuais oito, permitindo que dados de dois meses completos se acumulassem a cada reunião. Nenhuma decisão foi tomada a respeito dessa questão, segundo a ata, e o calendário de ​reuniões para 2026 não seria alterado.

MUDANÇA NO DEBATE

Não houve menção na ata a apoio a um corte nas taxas, um sinal de como o debate sobre a política monetária do Fed mudou ao longo de um ano que começou com a expectativa de que o banco central fosse capaz de reduzir os custos dos empréstimos neste ano, à medida que a inflação desacelerasse.

As pressões sobre os preços, no entanto, continuaram a aumentar, especialmente depois que o governo Trump se aliou a Israel em uma guerra contra o Irã. Os embarques de petróleo e gás pelo estratégico Estreito de Ormuz continuam restritos quase seis meses após o início ​do conflito.

Espera-se que o Fed mantenha sua taxa básica de juros inalterada novamente na reunião de 15 e 16 de setembro, após dados ‌recentes terem mostrado uma ligeira desaceleração da inflação e ⁠empresas cortando empregos de forma inesperada em julho. Os dados deixaram as autoridades ainda divididas sobre se serão necessários aumentos nas taxas para desacelerar ainda mais a inflação, mas também mais cautelosas quanto à solidez do mercado de trabalho e aos riscos ⁠para sua meta de manter o pleno emprego.

Na ausência de orientações de Warsh, ⁠que tem se mostrado relutante em falar sobre a trajetória ⁠da política monetária durante seu ⁠mandato, ​os investidores estão precificando o início dos aumentos das taxas de juros já a partir da reunião de 27 e 28 de outubro.

Reuters

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