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Presidente da Nigéria ordena operação de resgate após sequestro em massa

Presidente da Nigéria ordena operação de resgate após sequestro em massa

Reuters

25/08/2026

Placeholder - loading - Imagens parecem mostrar 600 pessoas sequestradas em um ataque a uma mesquita na Nigéria, segundo moradores 23 de agosto de 2026 REDES SOCIAIS/via REUTERS
Imagens parecem mostrar 600 pessoas sequestradas em um ataque a uma mesquita na Nigéria, segundo moradores 23 de agosto de 2026 REDES SOCIAIS/via REUTERS

LAGOS, 25 Ago (Reuters) - O presidente da ​Nigéria, Bola Tinubu, ordenou, nesta terça-feira, que as Forças Armadas e outras agências de segurança iniciassem uma operação de resgate imediata, após dezenas de pessoas terem sido sequestradas por homens armados na região centro-norte do Estado do Níger na semana passada.

Um grupo armado publicou um vídeo no Facebook e no WhatsApp mostrando o que, segundo moradores, seriam cerca de 600 mulheres, crianças e idosos sequestrados durante um ataque a uma mesquita no Estado.

A Reuters não conseguiu verificar esse número ⁠de ⁠forma independente, mas, se confirmado, esse ​seria um ‌dos maiores e mais ousados sequestros em massa da Nigéria nos últimos anos.

Uma autoridade do distrito de Borgu, onde ocorreu o ataque, afirmou que 30 pessoas foram mortas durante o ataque e foram enterradas ⁠no domingo.

A autoridade, que preferiu não se identificar por não estar ​autorizada a falar com a mídia, disse que moradores das comunidades de ​Dakera, Gidan-Zana e Sabon Gida foram afetados.

“VAMOS ‌DEFENDER NOSSO POVO”

Em seus ​primeiros ⁠comentários públicos sobre o incidente, a Presidência condenou o ataque como covarde e prometeu que os responsáveis serão levados à justiça.

“O terror não intimidará a Nigéria. Defenderemos ​nosso povo, protegeremos nossas comunidades e defenderemos a santidade da vida humana”, afirmou Tinubu em comunicado.

Tinubu instruiu os chefes de segurança a fornecerem atualizações regulares sobre os esforços para resgatar os sequestrados e localizar todos os que ​foram levados.

Abubakar Umar, chefe tradicional da comunidade de Dakera, disse que pelo menos 2.000 pessoas fugiram para a vizinha República do Benin após o ataque.

Obed Nana, comissário de Informação do Estado do Níger, disse à Reuters por telefone que as autoridades ainda estão tentando verificar o número de pessoas desaparecidas.

“Não quero especular demais sobre isso, porque você sabe o quanto essas informações podem ser delicadas”, ​disse Nana.

Sequestros em massa para obtenção de resgate se tornaram comuns em partes do ‌noroeste e centro-norte da Nigéria, onde ⁠gangues criminosas fortemente armadas frequentemente atacam aldeias, escolas e rodovias. Esses grupos costumam manter os reféns em cativeiro por semanas ou meses enquanto exigem ⁠resgates vultosos e têm expandido cada vez mais ⁠suas operações para além de seus ⁠redutos tradicionais no ⁠norte.

(Reportagem ​de MacDonald Dzirutwe, em Lagos; Ahmed Kingimi, em Maiduguri, e Hamza Ibrahim, em Kano)

Reuters

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