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Presidente do BC do Japão promete aumentar juros se pressões inflacionárias se ampliarem

Presidente do BC do Japão promete aumentar juros se pressões inflacionárias se ampliarem

Reuters

26/03/2025

Placeholder - loading - Presidente do BC do Japão, Kazuo Ueda 19/03/2025. REUTERS/Manami Yamada/File Photo
Presidente do BC do Japão, Kazuo Ueda 19/03/2025. REUTERS/Manami Yamada/File Photo

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O Banco do Japão precisa elevar a taxa de juros se os aumentos persistentes nos custos dos alimentos levarem a uma inflação generalizada, disse o presidente do banco central, Kazuo Ueda, nesta quarta-feira, sinalizando a determinação de continuar a retirar o apoio monetário.

Ueda disse que a recente inflação 'muito alta' do Japão foi impulsionada principalmente por fatores temporários, como o aumento dos custos de importação e dos preços dos alimentos, que provavelmente se dissiparão e, portanto, não são motivo para apertar a política monetária.

Mas há uma chance de que aumentos sustentados nos custos dos alimentos possam elevar os preços de outros bens e serviços, disse ele.

'Se tais movimentos levarem a uma inflação generalizada em toda a economia, devemos reagir aumentando a taxa de juros', disse Ueda ao Parlamento.

Ueda também disse que o Banco do Japão tomará 'medidas mais fortes' para reduzir o apoio monetário se a inflação ultrapassar suas projeções, sinalizando a possibilidade de aumentar os juros mais cedo ou de forma mais agressiva do que o inicialmente esperado.

O núcleo da inflação ao consumidor do Japão atingiu 3,0% em fevereiro e tem ficado acima da meta do banco central por quase três anos, com os recentes aumentos impulsionados, em grande parte, por avanços constantes nos preços dos alimentos.

O Banco do Japão enfatizou a necessidade de se concentrar na inflação subjacente, ou seja, na tendência de preços de longo prazo que elimina o efeito de fatores temporários, ao decidir o momento e o ritmo de novos aumentos dos juros.

Ueda disse que a inflação subjacente, que o banco central determina por meio da análise de vários indicadores, está se aproximando, mas permanece 'um pouco' abaixo de 2%.

Reuters

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