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Rússia diz que coordena política para Oriente Médio com China

Rússia diz que coordena política para Oriente Médio com China

Reuters

19/10/2023

Placeholder - loading - Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikahil Bogdanov, em Moscou 10/07/2023 NATALIA KOLESNIKOVA/Pool via REUTERS
Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikahil Bogdanov, em Moscou 10/07/2023 NATALIA KOLESNIKOVA/Pool via REUTERS

(Reuters) - A Rússia disse nesta quinta-feira que está coordenando sua política no Oriente Médio e no Norte da África com a China, aliado cada vez mais próximo e que recebeu a visita do presidente Vladimir Putin nesta semana.

A Rússia disse que o vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov, manteve conversas em Doha com Zhai Jun, enviado especial da China para o Oriente Médio. Os dois trocaram opiniões sobre o conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

'Houve a confirmação do foco constante de Moscou e Pequim na estreita coordenação de esforços no interesse de uma solução política desta e de outras crises no Médio Oriente e no Norte de África...', disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo.

A Rússia considera a si mesma como potencial intermediária entre Israel e o Hamas, que desencadeou a atual crise com um ataque surpresa em 7 de outubro que matou 1.400 pessoas. Israel respondeu com bombardeios aéreos que, segundo as autoridades de Gaza, mataram mais de 3.500 palestinos e deixaram mais de 12.000 feridos.

Moscou tentou atribuir parte da culpa pela crise aos Estados Unidos, aliado mais poderoso da Ucrânia, país contra o qual a Rússia iniciou uma invasão total no ano passado.

Uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) redigida pela Rússia que fazia um apelo por um cessar-fogo humanitário em Gaza, somado à libertação de reféns, ao acesso humanitário e à evacuação segura de civis necessitados, não foi aprovada na segunda-feira.

O texto condenava a violência contra civis e todos os atos de terrorismo, mas não citava especificamente o Hamas.

(Reportagem da Reuters)

Reuters

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