A decisão dos Estados Unidos de iniciar o processo de saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciada pelo presidente Donald Trump, deve produzir efeitos formais em 22 de janeiro. A medida ocorre em um momento particularmente sensível para a saúde global, quando a OMS relata 42 emergências ativas em 2025, sendo 17 classificadas como graves, em regiões marcadas por conflitos armados, instabilidade política e eventos climáticos extremos. Segundo a própria organização, crises em países como Ucrânia, Síria e Sudão concentram parte significativa dessas emergências, exigindo uma resposta humanitária cada vez mais complexa e cara. Para enfrentar esse cenário, a OMS solicitou US$ 1,5 bilhão em ajuda internacional, alertando para um déficit crítico de financiamento. Um impacto que vai além da diplomacia Analistas em saúde pública ouvidos por veículos internacionais convergem em um ponto: a saída dos EUA da OMS não é apenas um gesto político. Trata-se de uma decisão com potencial de reduzir a capacidade operacional da principal agência de coordenação sanitária do mundo, justamente quando o número de crises simultâneas cresce.