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Secretário-geral da Otan diz que Brasil, China e Índia podem ser duramente atingidos por sanções

Secretário-geral da Otan diz que Brasil, China e Índia podem ser duramente atingidos por sanções

Reuters

15/07/2025

Placeholder - loading - Secretário-geral da Otan Mark Rutte  25/6/2025   REUTERS/Yves Herman
Secretário-geral da Otan Mark Rutte 25/6/2025 REUTERS/Yves Herman

Por Patricia Zengerle e David Brunnstrom

WASHINGTON (Reuters) - O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, alertou nesta terça-feira que países como Brasil, China e Índia podem ser duramente atingidos por sanções secundárias se continuarem a fazer negócios com a Rússia.

Rutte fez o comentário em meio a uma reunião com senadores no Congresso dos Estados Unidos, um dia depois que o presidente Donald Trump anunciou novas armas para a Ucrânia e ameaçou com tarifas secundárias 'mordazes' de 100% sobre os compradores de exportações russas, a menos que haja um acordo de paz em 50 dias.

'Meu incentivo a esses três países, particularmente, é, se você mora agora em Pequim, ou em Délhi, ou se você é o presidente do Brasil, talvez queira dar uma olhada nisso, porque isso pode atingi-lo com muita força', disse Rutte, que se reuniu com Trump na segunda-feira e concordou com as novos passos.

'Portanto, por favor, faça uma ligação telefônica para Vladimir Putin e diga a ele que ele precisa levar a sério as negociações de paz, pois, caso contrário, isso afetará o Brasil, a Índia e a China de forma maciça', acrescentou Rutte.

O senador republicano Thom Tillis elogiou Trump por anunciar a medida, mas disse que o prazo de 50 dias o 'preocupa'.

Ele afirmou estar preocupado que 'Putin tente usar os 50 dias para vencer a guerra, ou para estar melhor posicionado para negociar um acordo de paz'.

'Portanto, devemos olhar para a situação atual da Ucrânia e dizer que, não importa o que você faça nos próximos 50 dias, qualquer um de seus ganhos está fora de questão', acrescentou.

Rutte disse que a Europa tentará garantir que a Ucrânia esteja na melhor posição possível nas negociações de paz.

Ele declarou que, sob o acordo com Trump, os EUA agora forneceriam 'maciçamente' à Ucrânia armas 'não apenas de defesa aérea, mas também mísseis e munição pagos pelos europeus'.

Perguntado se os mísseis de longo alcance para a Ucrânia estavam em discussão, Rutte disse: 'É tanto defensivo quanto ofensivo. Portanto, há todos os tipos de armas, mas não discutimos em detalhes ontem com o presidente. Isso está realmente sendo trabalhado agora pelo Pentágono, pelo comandante supremo aliado na Europa, junto com os ucranianos'.

Reuters

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