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Vendas no varejo dos EUA superaram expectativas em setembro, impulsionadas por aumento da gasolina

Vendas no varejo dos EUA superaram expectativas em setembro, impulsionadas por aumento da gasolina

Reuters

15/10/2026

Placeholder - loading - Pessoa abastece seu carro em um posto de gasolina em Atlanta, nos EUA 20 de março de 2026 REUTERS/Alyssa Pointer
Pessoa abastece seu carro em um posto de gasolina em Atlanta, nos EUA 20 de março de 2026 REUTERS/Alyssa Pointer

WASHINGTON, 15 Out (Reuters) - As vendas no varejo dos ​Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em setembro, impulsionadas pelos preços mais altos da gasolina, mas os gastos em outras áreas foram moderados, o que pode reduzir as expectativas dos economistas quanto a mais um trimestre de crescimento robusto dos gastos do consumidor.

As vendas no varejo subiram 0,8% no mês passado, após um salto de 1,3% em agosto, informou nesta quinta-feira o Departamento do Censo, do Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo, que consistem principalmente em bens e não são ajustadas pela inflação, aumentariam 0,3%.

As estimativas variaram entre um ⁠valor inalterado ⁠e um aumento de 0,7%.

O aumento dos ​preços da ‌gasolina foi responsável pela maior parte do aumento nas vendas no varejo no mês passado. Os preços da gasolina subiram 7,1% em setembro, segundo dados da Administração de Informações sobre Energia dos EUA, impulsionando a inflação durante aquele mês.

O choque nos preços do petróleo ⁠causado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã está pressionando ​os consumidores, especialmente aqueles na parte inferior do que os economistas chamam de economia em ​forma de K.

Os salários ajustados pela inflação caíram novamente ‌em setembro. Embora os ​consumidores tenham ⁠continuado a gastar, as famílias de renda mais alta estão arcando com o peso, em parte graças aos ganhos no mercado de ações.

O relatório “Livro Bege” do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira, indicou que a ​maioria dos distritos “relatou pouca ou nenhuma mudança nos gastos gerais do consumidor” entre o final de agosto e o início de outubro. O relatório observou que, mesmo em distritos como Dallas, onde as empresas relataram vendas no varejo sólidas, houve “alguns relatos de que clientes de renda mais ​baixa estavam sendo mais cautelosos com os gastos”.

O Instituto do Bank of America divulgou esta semana um aumento no uso do modelo “compre agora, pague depois” (BNPL, na sigla em inglês). Embora tenha afirmado que o ritmo não era “excessivamente preocupante”, acrescentou que “quase uma em cada cinco famílias que utilizam o BNPL tem um pagamento pendente superior a US$500”.

As vendas no varejo, excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, subiram 0,1% no mês passado, após um salto de 1,2% em agosto, informou ​o Departamento do Censo.

Economistas haviam previsto que essas chamadas vendas no varejo “básicas”, que correspondem mais de perto ‌ao componente de gastos do consumidor no ⁠produto interno bruto, registrariam um aumento de 0,3%.

Os economistas esperam que os gastos do consumidor tenham crescido a uma taxa anualizada de cerca de 3,4% no terceiro trimestre, após um aumento ⁠de 3,8% no trimestre de abril a junho.

As estimativas de ⁠crescimento para o trimestre de julho a setembro ⁠giram em torno de ⁠uma ​taxa de 3,0%. A economia cresceu a um ritmo de 2,2% no segundo trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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