Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Vendas no varejo dos EUA têm queda inesperada em julho

Vendas no varejo dos EUA têm queda inesperada em julho

Reuters

14/08/2026

Placeholder - loading - Supermercado em Nova York  26 de novembro de 2025. REUTERS/Jeenah Moon
Supermercado em Nova York 26 de novembro de 2025. REUTERS/Jeenah Moon

WASHINGTON, 14 Ago (Reuters) - As vendas no ​varejo dos Estados Unidos caíram inesperadamente em julho após fortes ganhos recentes impulsionados por grandes restituições de impostos, mas os gastos dos consumidores devem continuar sendo sustentados pelo aumento da riqueza proveniente do mercado de ações, mesmo com as famílias se mostrando cada vez mais sensíveis aos preços mais altos.

As vendas no varejo caíram 0,6% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,2% em junho, informou ⁠nesta ⁠sexta-feira o Census Bureau do ​Departamento de ‌Comércio.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas varejistas — que consistem principalmente em bens e não são ajustadas pela inflação — registrariam aumento de 0,1%. As estimativas variavam entre queda de ⁠0,5% e alta de 0,7%.

As restituições de impostos deste ano ​ajudaram a amenizar o impacto dos preços mais altos da ​gasolina devido ao conflito no Oriente Médio, ‌resultando em gastos ​robustos ⁠dos consumidores no segundo trimestre. Essas restituições já se esgotaram, afirmaram os economistas.

A queda nas vendas no varejo no mês passado também foi ​consequência da antecipação do evento Prime Day da Amazon de julho para junho, com outros varejistas oferecendo promoções concorrentes. Os preços da gasolina também caíram no mês passado, pesando sobre a receita ​dos postos de combustível. As montadoras relataram queda nas vendas de unidades.

Com a alta do mercado de ações impulsionando a riqueza das famílias, os economistas acreditam que a fraqueza nas vendas no varejo será temporária.

As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação caíram 0,4% no mês passado, após alta de ​0,4% em junho em dado revisado para baixo. Economistas previam alta ‌de 0,3% dessa medida, que ⁠corresponde mais de perto ao componente de gastos do consumidor no Produto Interno Bruto.

Os gastos do consumidor, que representam mais de ⁠dois terços da economia, aumentaram a uma ⁠taxa anualizada de 3,2% no ⁠segundo trimestre. A ⁠economia ​cresceu a um ritmo de 1,5% no último trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.