Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Venezuelanos protestam; observador eleitoral diz que votação não foi democrática

Venezuelanos protestam; observador eleitoral diz que votação não foi democrática

Reuters

31/07/2024

Placeholder - loading - Protesto contra Maduro em Maracaibo  30/7/2024   REUTERS/Isaac Urrutia
Protesto contra Maduro em Maracaibo 30/7/2024 REUTERS/Isaac Urrutia

Por Deisy Buitrago e Mayela Armas

CARACAS (Reuters) - Manifestantes tomaram as ruas da Venezuela na terça-feira, exigindo que o presidente Nicolás Maduro reconheça que perdeu a eleição de domingo para a oposição, enquanto um importante observador internacional concluiu que a votação não foi democrática.

Os protestos, que o governo denunciou como uma tentativa de 'golpe', começaram na segunda-feira, depois que a autoridade eleitoral do país declarou que Maduro conquistou um terceiro mandato com 51% dos votos, estendendo 25 anos de governo socialista.

A oposição, que considera que o órgão eleitoral está sob influência de um governo ditatorial, diz que seu candidato Edmundo González teve mais do que o dobro de votos de Maduro, com base em 90% das contagens de votos a que teve acesso.

Pelo menos 11 pessoas morreram em diferentes partes do país desde a eleição em incidentes relacionados à contagem ou a protestos associados, de acordo com o grupo de direitos humanos Foro Penal.

O Carter Center, sediado nos Estados Unidos, que observou a votação, disse em um comunicado no final da terça-feira que a eleição 'não atendeu aos padrões internacionais de integridade eleitoral e não pode ser considerada democrática'.

O fato de a autoridade eleitoral não ter publicado os resultados separados equivale a uma 'violação grave', acrescentou, delineando o que determinou ser um processo profundamente falho do início ao fim.

Muitos países pediram que a Venezuela tornasse pública a contagem dos votos e fontes norte-americanas disseram que Washington estava considerando novas sanções contra indivíduos ligados à eleição, a menos que houvesse maior transparência.

Na terça-feira, Maduro e seu principal aliado legislativo acusaram González e a líder da oposição María Corina Machado de fomentar a violência após a votação.

Em um discurso transmitido pela televisão estatal, Maduro declarou que os manifestantes da oposição haviam agredido civis e iniciado incêndios, exigindo que González respondesse por eles.

'Responda a isso, seu covarde!', gritou Maduro, depois de dizer que tanto González quanto Corina Machado deveriam ser responsabilizados.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...