Zelenskiy assinará acordos bilaterais de segurança com Alemanha e França
Zelenskiy assinará acordos bilaterais de segurança com Alemanha e França
Reuters
15/02/2024
PARIS/BERLIM (Reuters) - Alemanha e França assinarão acordos bilaterais sobre compromissos de segurança com a Ucrânia na sexta-feira, durante a visita do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy às suas respectivas capitais, informaram os dois governos nesta quinta-feira.
Zelenskiy se reunirá com o chanceler alemão, Olaf Scholz, em Berlim no final da manhã de sexta, disse a chancelaria em um comunicado.
'No âmbito dessas conversações, será assinado um acordo bilateral sobre garantias de segurança e apoio de longo prazo', disse, acrescentando que Zelenskiy daria uma coletiva de imprensa conjunta com Scholz antes de se reunir com o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier.
A expectativa é que o presidente ucraniano vá então a Paris para garantir mais compromissos bilaterais de segurança.
O presidente francês, Emmanuel Macron, 'reafirmará a determinação da França de continuar a fornecer, a longo prazo e com todos os seus parceiros, apoio inabalável à Ucrânia e ao povo ucraniano', disse seu gabinete.
Enquanto o governo ucraniano busca a adesão à Otan e luta contra uma invasão russa que já dura dois anos, diplomatas disseram que Zelenskiy concluiria garantias de segurança bilaterais com a França e a Alemanha nesta semana, depois de iniciar as conversas em julho.
O gabinete de Macron disse que os detalhes do acordo seriam fornecidos durante uma coletiva de imprensa.
A expectativa é que o acordo com a França delineie uma estrutura para ajuda humanitária e financeira de longo prazo, apoio à reconstrução e assistência militar. De acordo com dois diplomatas a par das negociações, a França planeja um fundo de 200 milhões de euros para projetos civis a serem executados por empresas francesas.
Depois de visitar Berlim e Paris, Zelenskiy deve seguir para Munique, onde planeja discursar no sábado, informou seu gabinete nesta quinta-feira.
(Reportagem de Michel Rose em Paris, Andreas Rinke e Sarah Marsh em Berlim)
Reuters

