CEO da Boeing vai testemunhar perante painel do Senado dos EUA em 18 de junho
CEO da Boeing vai testemunhar perante painel do Senado dos EUA em 18 de junho
Reuters
05/06/2024
Por David Shepardson e Allison Lampert
WASHINGTON/MONTREAL (Reuters) - O presidente-executivo da Boeing, Dave Calhoun, testemunhará perante um painel do Senado dos Estados Unidos em 18 de junho, depois que uma série de incidentes com a companhia levantaram preocupações sobre segurança e qualidade, e após reguladores proibirem a fabricante de aviões de expandir a produção do seu modelo mais vendido, o 737 MAX.
O senador Richard Blumenthal, que preside o Subcomitê Permanente de Investigações, disse que Calhoun testemunhará sobre uma série de questões. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) proibiu em fevereiro a Boeing de aumentar a produção do 737 MAX depois que um pedaço da fuselagem de um 737 MAX 9 operado pela Alaska Airlines se soltou em pleno voo em 5 de janeiro.
Blumenthal disse que, após dois acidentes fatais em 2018 e 2019 que mataram 346 pessoas, 'a Boeing prometeu reformular suas práticas e cultura de segurança. Essa promessa se mostrou vazia, e o povo norte-americano merece uma explicação'.
Durante uma audiência em abril perante o comitê de Blumenthal, um engenheiro da Boeing testemunhou que a empresa tomou atalhos perigosos na fabricação de certos aviões e o afastou quando ele levantou preocupações de segurança, alegações que a empresa contesta.
Blumenthal acrescentou que o testemunho de Calhoun 'é um passo necessário para abordar de forma significativa as falhas da Boeing, recuperar a confiança do público e restaurar o papel central da empresa na economia norte-americana e na defesa nacional.'
A Boeing já realizou mudanças em sua gestão e enfrenta investigações governamentais. Calhoun tem dito que deixará o cargo até o final do ano. A empresa disse que acolheu com satisfação a oportunidade do CEO discutir suas ações 'para fortalecer a segurança e a qualidade e garantir que a aviação comercial continue sendo o meio de transporte mais seguro'.
(Reportagem de David Shepardson e Allison Lampert)
Reuters
