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Democratas prometem conter Trump enquanto ele exibe salão de baile da Casa Branca

Democratas prometem conter Trump enquanto ele exibe salão de baile da Casa Branca

Reuters

05/11/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca    4 de novembro de 2026   REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca 4 de novembro de 2026 REUTERS/Evan Vucci

Por Gram Slattery e David Morgan e Jason Lange

WASHINGTON, 5 ​Nov (Reuters) - Os democratas prometeram usar sua vitória retumbante nas eleições de meio de mandato para conter o presidente Donald Trump, o que pode levar a dois anos de impasse em Washington, enquanto Trump aproveitou sua primeira aparição pública após as eleições para exibir o salão de baile da Casa Branca, ainda em construção.

Uma onda de indignação contra as políticas de Trump, especialmente o papel da guerra entre EUA e Irã no aumento do custo de vida, ajudou os democratas a conquistarem o Senado, onde conseguiram reverter assentos em Estados tradicionalmente republicanos, garantindo uma maioria de pelo menos 54 a 44. Os democratas também conquistaram pelo menos 30 assentos em virada na Câmara dos Deputados.

Será a primeira vez que Trump, um republicano que também ocupou a Casa Branca de ⁠2017 a 2021, ⁠terá de lidar com os democratas controlando ambas ​as câmaras do ‌Congresso.

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, disse na quarta-feira que a futura maioria terá como foco a acessibilidade financeira e a responsabilidade.

“Não trabalhamos para Donald Trump”, declarou Jeffries, um parlamentar de Nova York que está a caminho de se tornar o primeiro presidente negro da Câmara, aos repórteres na quarta-feira. “Trabalhamos para o povo norte-americano. E os ⁠dias em que a Câmara dos Deputados funcionava como uma subsidiária integral do governo Trump acabaram.”

'PARA ​MIM, É RELAXANTE'

Trump, que havia dedicado sua última aparição pública antes das eleições, na segunda-feira, a falar sobre as ​reformas que está realizando no Espelho D'Água do Memorial Lincoln, convocou repórteres ‌na manhã seguinte à derrota ​esmagadora de ⁠seu partido nas eleições de meio de mandato para exibir o salão de baile que está construindo na Casa Branca.

“Quando sou criticado, do tipo: ‘Por que você está reformando a Casa Branca?’, eu respondo que estou fazendo isso porque a Casa Branca é o símbolo máximo ​dos Estados Unidos e precisa estar impecável, precisa ser perfeita”, disse Trump. “Para mim, é relaxante.”

Ele se referiu apenas brevemente às eleições durante sua aparição de quase uma hora, dizendo aos repórteres: “Provavelmente vou me dar bem com os democratas, a menos que eles queiram ser destrutivos, mas tenho o poder de veto.”

Trump apresentou as eleições de meio de mandato como um referendo sobre ​a primeira metade de seu segundo mandato de quatro anos na Casa Branca, instando repetidamente sua base republicana a “fingir que estou na cédula eleitoral”, uma mensagem que os líderes do Partido Democrata ficaram felizes em amplificar.

O resultado: eleitores em redutos conservadores que impulsionaram o presidente ao seu segundo mandato há apenas dois anos mudaram drasticamente de lado em favor dos democratas, motivados por uma profunda frustração com a impopular guerra contra o Irã, ansiedade em relação ao alto custo de vida e raiva pela forma como Trump tem administrado o país.

No Texas, o maior Estado liderado pelos republicanos até terça-feira, os democratas encerraram uma sequência de ​derrotas que durava décadas de forma arrasadora, conquistando sua primeira cadeira no Senado no Estado desde 1988 e derrotando o governador Greg ‌Abbott.

O Kansas elegeu seu primeiro senador democrata desde a ⁠Grande Depressão, há quase um século, e na Carolina do Sul — Estado onde Trump venceu por quase 18 pontos em 2024 —, os democratas derrotaram o candidato ao Senado escolhido a dedo por ele.

(Reportagem de Joseph Ax, Jason Lange e Brad ⁠Heath, em Washington, e Nathan Layne, em Detroit; Reportagem adicional de Nolan D. ⁠McCaskill, Dan Rosenzweig-Ziff, Dan Catchpole, Richard Cowan, Daphne Psaledakis, Leah ⁠Douglas, Courtney Rozen, Susan Heavey ⁠e ​Jarrett Renshaw; Redação de Joseph Ax, Jonathan Allen e Brad Brooks; Edição de Scott Malone, Deepa Babington, Lincoln Feast e Kate Mayberry)

Reuters

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