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Governo brasileiro pede 'máxima contenção' para evitar escalada no Oriente Médio

Governo brasileiro pede 'máxima contenção' para evitar escalada no Oriente Médio

Reuters

14/04/2024

Placeholder - loading - Objetos são vistos no céu acima de Jerusalém depois que o Irã lançou drones e mísseis contra Israel, em Jerusalém 14/04/2024 REUTERS/Ronen Zvulun
Objetos são vistos no céu acima de Jerusalém depois que o Irã lançou drones e mísseis contra Israel, em Jerusalém 14/04/2024 REUTERS/Ronen Zvulun

(Reuters) - O governo brasileiro afirmou em comunicado na noite da véspera que apela que partes envolvidas em embate entre Israel e Irã 'exerçam máxima contenção' e 'conclama' a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada.

A nota foi publicada após os relatos do envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel no sábado.

'Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã', afirmou o governo no comunicado.

A ameaça de uma guerra aberta que irrompe entre os arqui-inimigos do Oriente Médio e que arrasta os Estados Unidos colocou a região em estado de alerta, desencadeando apelos por moderação por parte das potências globais e das nações árabes para evitar uma nova escalada.

O governo brasileiro disse que em vista dos últimos acontecimentos no Oriente Médio, o Ministério das Relações Exteriores orienta os brasileiros que evitem viagens não essenciais à região, em particular a Israel, Palestina, Líbano, Síria, Jordânia, Iraque e Irã.

Além disso, o Brasil afirmou que os nacionais que já estejam naqueles países sigam as orientações divulgadas nos sítios eletrônicos e mídias sociais das embaixadas brasileiras.

'O Itamaraty vem monitorando a situação dos brasileiros na região, em particular em Israel, Palestina e Líbano desde outubro passado', adicionou a nota.

O Irã lançou o ataque devido a um suposto ataque israelense ao seu consulado na Síria, em 1º de abril, que matou os principais comandantes da Guarda Revolucionária e ocorreu após meses de confrontos entre Israel e os aliados regionais do Irã, desencadeados pela guerra em Gaza.

No entanto, o ataque de mais de 300 mísseis e drones, principalmente lançados a partir do interior do Irã, causou apenas danos modestos em Israel, uma vez que a maioria foi abatida com a ajuda dos EUA, Reino Unido e Jordânia.

Uma base da Força Aérea no sul de Israel foi atingida, mas continuou a operar normalmente e uma criança de 7 anos ficou gravemente ferida por estilhaços. Não houve outros relatos de danos graves.

(Por Marta Nogueira, no Rio de Janeiro)

Reuters

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