Membros da ONU estão preocupados com ajuda de China e Rússia à Coreia do Norte, dizem EUA
Membros da ONU estão preocupados com ajuda de China e Rússia à Coreia do Norte, dizem EUA
Reuters
14/11/2023
Por Jack Kim e Ju-min Park
SEUL (Reuters) - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, disse nesta terça-feira que países membros da ONU que aplicam o armistício da Guerra da Coreia estão preocupados que China e Rússia estejam ajudando a Coreia do Norte a expandir suas capacidades militares, permitindo que Pyongyang escape das sanções da ONU.
Os Estados da ONU e a Coreia do Sul prometeram uma resposta unida a qualquer agressão ou ataque da Coreia do Norte contra o sul, afirmaram em uma declaração na reunião de Seul, que contou com a presença de Austin e autoridades de defesa dos 17 países que compõem o Comando da ONU, órgão que supervisiona o armistício.
'Estamos profundamente preocupados que a República Popular da China e a Rússia estejam ajudando a Coreia do Norte a expandir suas capacidades, permitindo que ela evite as sanções do Conselho de Segurança da ONU', disse Austin.
'Também estamos preocupados com o recente crescimento da cooperação militar entre a Rússia e a Coreia do Norte', completou ele.
Washington acusa a Coreia do Norte de fornecer equipamentos militares à Rússia para serem usados em sua guerra com a Ucrânia, e Moscou de fornecer apoio técnico militar para ajudar a Coreia do Norte.
Coreia do Norte e Rússia negaram qualquer acordo de armas, embora seus líderes tenham prometido uma cooperação militar mais estreita quando se reuniram em setembro no extremo leste da Rússia.
Questionado sobre o comentário de Austin, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: 'Todas essas declarações são absolutamente infundadas, não são fundamentadas em nada, e cada nova declaração semelhante apenas desvaloriza ainda mais todas as outras a esse respeito'.
A China, aliada mais próxima da Coreia do Norte, afirmou que está cumprindo as obrigações internacionais.
O Comando da ONU 'se unirá a qualquer renovação das hostilidades ou ataque armado na península coreana', disse uma declaração conjunta entre Comando da ONU e Coreia do Sul, condenando os programas 'ilegais' de mísseis nucleares e balísticos da Coreia do Norte.
O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Shin Won-sik, disse que Pyongyang havia sido advertida para não tentar nenhum ato agressivo, observando que, ao contrário de 1950, quando a Guerra da Coreia foi deflagrada, a Coreia do Norte é agora um Estado membro das Nações Unidas.
Reuters

