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Meta fecha acordo de US$16,68 bilhões sobre danos causados por redes sociais ​​a crianças

Meta fecha acordo de US$16,68 bilhões sobre danos causados por redes sociais ​​a crianças

Reuters

26/08/2026

Placeholder - loading - CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em Menlo Park   17 de setembro de 2025    REUTERS/Carlos Barria
CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em Menlo Park 17 de setembro de 2025 REUTERS/Carlos Barria

Atualizada em  26/08/2026

26 Ago (Reuters) - A Meta concordou em pagar um ​valor máximo de US$16,68 bilhões para resolver ações movidas por Estados dos EUA nas quais se alegava que a empresa projetou Instagram e Facebook para criar dependência em crianças, enganou consumidores quanto à segurança dessas plataformas e coletou indevidamente dados pessoais de crianças que as utilizavam, conforme mostram documentos judiciais.

O acordo foi fechado durante um julgamento em um tribunal federal da Califórnia sobre ações movidas por 29 Estados, evitando um dos testes mais importantes até o momento sobre as alegações de que empresas de rede social causaram danos a jovens usuários.

A Meta também concordou em implementar ⁠mudanças para ⁠usuários adolescentes do Facebook e do ​Instagram em ‌todo o país, incluindo limites diários de uso e bloqueios noturnos, segundo documentos judiciais.

A empresa, sediada em Menlo Park, na Califórnia, negou qualquer irregularidade ao aceitar o acordo.

As ações da Meta subiram 4,4% nas negociações de pré-mercado.

As reivindicações fazem parte de uma onda ⁠mais ampla de processos movidos por Estados, governos locais, distritos escolares e ​indivíduos, alegando que a Meta e outras empresas de mídia social alimentaram uma crise nacional ​de saúde mental entre os jovens.

O julgamento federal abrangeu ‌alegações de procuradores da ​Califórnia, Colorado, ⁠Kentucky e Nova Jersey de que a Meta violou as leis estaduais de proteção ao consumidor.

O julgamento também envolveu alegações de 29 Estados de que a Meta violou a Lei Federal de Proteção ​à Privacidade Online das Crianças ao coletar dados pessoais de usuários que sabia serem crianças sem notificação ou consentimento dos pais, e ao usar esses dados para treinar modelos de aprendizado de máquina e IA generativa.

A Meta negou as acusações, afirmando que tem se empenhado para ​proteger as crianças em suas plataformas. A empresa argumentou que não poderia ter induzido os consumidores em erro quanto ao caráter viciante de seus serviços, pois o “vício em redes sociais” não é uma condição psiquiátrica reconhecida.

Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta disse que Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey estavam buscando multas de até US$1,4 trilhão. Os Estados não revelaram um valor específico em dólares, mas afirmaram, em uma audiência antes do início do julgamento, que ​o valor estaria mais próximo de US$200 bilhões. Os Estados também buscavam indenizações monetárias adicionais, além ‌de uma ordem determinando que a Meta ⁠fizesse mudanças significativas em suas plataformas e impedisse que crianças criassem contas.

Meta, Snapchat e sua controladora Snap Inc, YouTube e sua controladora Alphabet, e o TikTok e sua controladora ByteDance ⁠ainda enfrentam milhares de ações judiciais em tribunais federais e ⁠estaduais por alegações de que projetaram conscientemente suas ⁠plataformas para ter ⁠recursos ​que causam dependência em crianças e adolescentes, alimentando uma crise de saúde mental.

(Reportagem de Diana Novak Jones)

Reuters

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