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Premiê britânico pede laços mais estreitos com Europa à medida que guerra do Irã prejudica relações com EUA

Premiê britânico pede laços mais estreitos com Europa à medida que guerra do Irã prejudica relações com EUA

Reuters

01/04/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro britânico Keir Starmer em Londres  1º de abril de 2026    Frank Augstein/Pool via REUTERS
Primeiro-ministro britânico Keir Starmer em Londres 1º de abril de 2026 Frank Augstein/Pool via REUTERS

Por Andrew MacAskill e Sarah Young

LONDRES, ​1 Abr (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na quarta-feira que a instabilidade global causada pela guerra do Irã significa que o Reino Unido deve se concentrar em laços econômicos e de defesa mais estreitos com a Europa, após repetidas críticas do presidente dos EUA, Donald Trump.

Starmer afirmou que a construção de relações mais fortes com a Europa estaria no centro de uma cúpula com a União Europeia no verão do hemisfério ⁠norte, ⁠ao mesmo tempo em que ​alertou que ‌as consequências da guerra do Irã durariam uma geração.

'Está cada vez mais claro que, à medida que o mundo continua nesse caminho volátil, nosso interesse nacional de longo prazo exige uma ⁠parceria mais estreita com nossos aliados na Europa', disse Starmer ​a repórteres em uma coletiva de imprensa em Downing Street.

Trump tem ​criticado Starmer repetidamente, chamando-o de covarde por ‌causa de sua ​relutância ⁠em se juntar à guerra dos EUA contra o Irã, dizendo que ele não era 'nenhum Winston Churchill' e descrevendo os porta-aviões britânicos como 'brinquedos'.

Em um sinal ​de que a política externa britânica está se afastando dos Estados Unidos, tradicionalmente seu aliado mais próximo, Starmer disse que vê o futuro de seu país mais alinhado com a Europa.

Depois que Trump foi ​eleito presidente para um segundo mandato em 2024, Starmer tentou se posicionar como um canal entre a Europa e os Estados Unidos. Mas o relacionamento entre eles se deteriorou publicamente por causa da guerra com o Irã.

Starmer inicialmente negou um pedido dos EUA para atacar o Irã a partir de duas bases britânicas, mas depois concordou em permitir o ​que ele chama de missões defensivas destinadas a proteger os residentes da ‌região, incluindo cidadãos britânicos.

Questionado sobre ⁠as críticas de Trump, Starmer disse que não cederia à 'pressão' de Trump para ser arrastado para a guerra.

Starmer, em vez disso, declarou que ⁠o governo está concentrado em aprofundar seu ⁠relacionamento com a Europa e que ⁠é necessário ⁠desfazer ​alguns dos 'danos profundos' causados pelo Brexit.

(Reportagem de Sarah Young, Andrew MacAskill, Sam Tabahriti)

Reuters

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