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    Trump chama Irã de 'ditadura corrupta' em discurso duro na ONU

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    Por Steve Holland e Jeff Mason

    NOVA YORK (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o Irã nesta terça-feira, descrevendo o país como uma 'ditadura corrupta' que está roubando da população para pagar por agressões no exterior, usando seu discurso na Assembleia-Geral da ONU para enviar uma mensagem dura a Teerã.

    'Os líderes do Irã semeiam o caos, a morte e a destruição', disse Trump durante o encontro anual. 'Eles não respeitam os vizinhos, fronteiras ou os direitos de soberania das nações'.

    Trump fez uma comparação entre o relacionamento dos EUA e Irã com o que descreveu como laços melhores com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, a quem elogiou por interromper testes nucleares e de mísseis e por devolver restos mortais de militares norte-americanos da Guerra da Coreia.

    O presidente norte-americano usou seu discurso para pedir reformas no comércio internacional e insistiu que seu principal objetivo como presidente é proteger a soberania norte-americana. Ele pediu que a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) pare de aumentar os preços do petróleo, e criticou as práticas comerciais da China.

    Trump provocou alguns murmúrios da plateia de líderes mundiais e diplomatas presentes quando declarou que tinha realizado mais como presidente do que quase qualquer outra administração na história.

    'Eu não esperava essa reação, mas tudo bem', disse ele.

    Mas a principal mensagem de Trump foi destinada ao Irã e tentar criar uma tensão entre Teerã e seu povo, dias depois de um ataque no sudoeste iraniano durante um desfile militar que matou 25 pessoas e desestabilizou o país.

    Em declarações a repórteres antes de seu discurso, Trump disse que não irá se encontrar com os iranianos até que 'mudem de tom'.

    Trump e o líder iraniano, Hassan Rouhani, estavam participando do evento anual da ONU.

    'O Irã agiu muito mal', disse Trump. 'Estamos ansiosos para

    ter um ótimo relacionamento com o Irã, mas isso não vai acontecer agora.'

    Inimigos por décadas, Washington e Teerã entraram

    cada vez mais em desacordo desde maio, quando a administração Trump retirou os EUA do acordo nuclear internacional de 2015 com

    o Irã e potências mundiais anunciou sanções contra o país.

    O acordo, negociado pelo ex-presidente norte-americano, Barack Obama, retirou a maioria das sanções internacionais contra Teerã em troca do Irã restringir seu programa nuclear.

    Trump também usou seu discurso para pedir reformas do comércio internacional e cobriu seus comentários com promessas de proteger a soberania norte-americana e rejeitar o globalismo.

    'A América é governada por americanos. Nós rejeitamos a ideologia do globalismo e abraçamos a doutrina do patriotismo', disse ele.

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