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EXCLUSIVO-Cúpula do Judiciário terá novos encontros com militares em meio a ataques de Bolsonaro sobre eleições

Placeholder - loading - Presidente do STF, Luiz Fux, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão durante cerimônia em Brasília 19/04/2022 REUTERS/Adriano Machado
Presidente do STF, Luiz Fux, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão durante cerimônia em Brasília 19/04/2022 REUTERS/Adriano Machado

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Por Ricardo Brito e Brad Haynes

BRASÍLIA (Reuters) - A cúpula do Poder Judiciário articula novos encontros e busca estreitar a interlocução com as Forças Armadas, afirmaram à Reuters quatro fontes com conhecimento direto do assunto, em meio aos ataques e ameaças lançados pelo presidente Jair Bolsonaro ao processo eleitoral usando os militares como fator de pressão.

Em um dos novos lances, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pretende fazer uma inédita reunião até julho com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para conversar sobre o papel das forças durante as eleições, segundo uma das fontes. No mês passado, ele já havia se reunido com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Há meses, Fux, outros ministros do Supremo, senadores e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), têm se articulado, de forma coordenada, para rebater a estratégia de Bolsonaro de questionar a confiança do sistema eleitoral brasileiro usando as Forças Armadas como anteparo para suas investidas, conforme reportagem da Reuters de maio.

Na terça-feira, o presidente do STF recebeu uma comitiva de senadores para uma nova rodada de conversas.

CANAIS

No Supremo e no TSE, segundo as fontes, a avaliação é que não há risco de instabilidade por conta das eleições, mas ministros das duas cortes têm procurado aumentar os canais de comunicação direta com os militares a fim de impedir ou ao menos reduzir qualquer ameaça democrática nas eleições.

Sem qualquer evidência, Bolsonaro tem insinuado que o sistema de voto por meio de urnas eletrônicas poderia ser passível de fraude e que, por essa razão, até poderia não aceitar um resultado na disputa em outubro. Atualmente, ele está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente tem feito duros ataques a ministros do Supremo que são ou foram do TSE como Edson Fachin, o atual presidente, Luiz Roberto Barroso, ex-presidente, e Alexandre de Moraes, que presidirá o tribunal durante as eleições. Também tem defendido uma espécie de fiscalização paralela das Forças Armadas do processo eleitoral, medida que não tem amparo legal.

Os militares já participam desde o ano passado de comissão criada para dar maior transparência e segurança ao sistema de votação e a maioria de suas sugestões de aperfeiçoamento do processo tem sido acatadas pelo TSE.

Na corte eleitoral, o chamado 'procedimento de legitimação' do processo, nas palavras de uma fonte, está sendo desenvolvido desde 2021, com o convite para participação de partidos, observadores internacionais e outras autoridades, comissão de transparência e testes públicos das urnas.

Por isso, conforme essa fonte, dirigentes do TSE têm aberto canais de interlocução diretos com comandantes regionais das Forças Armadas que atuam na logística da distribuição das urnas. Em outra frente, forças de segurança pública estaduais que podem demonstrar simpatia a Bolsonaro, como as policias militares, também estão recebendo exemplares de urnas para que possam usar o equipamento como teste.

O TSE tem trabalhado para responder publicamente a todos os questionamentos e pedidos apresentados pelas Forças Armadas e mais recentemente pela Polícia Federal, por meio do Ministério da Justiça.

Uma das fontes disse que no Brasil de hoje é preciso reafirmar o óbvio --a lisura das urnas eletrônicas-- e destacou que as instituições precisam respeitar o processo eleitoral. Outra fonte disse que não tem 'nenhuma preocupação' de as Forças Armadas tentarem algo.

Procuradas, as assessorias do Supremo e do TSE afirmaram que não iriam se pronunciar. A do Ministério da Defesa não respondeu a pedido de comentário sobre eventual encontro de comandantes das Forças Armadas com Fux.

PÓS-ELEIÇÃO

Um dos principais receios nos dois tribunais superiores, de acordo com as fontes, é evitar que ocorra --em caso de derrota de Bolsonaro-- uma repetição à brasileira do ataque de 6 de janeiro do ano passado ao Capitólio dos Estados Unidos após a derrota de Donald Trump para Joe Biden.

A preocupação é impedir atos contra instituições e desrespeito ao resultado entre a eleição, em outubro, e a diplomação do eleito até 19 de dezembro. Fontes reconhecem que deverá sim haver questionamentos ao resultado, políticos e judiciais, mas dizem não haver chances de um golpe com apoio de militares e de forças de segurança pública.

Na busca por ampliar a interlocução com outros Poderes e instâncias, segundo uma das fontes, o presidente do STF também deve se reunir na próxima semana com o presidente da Câmara, Arthur Lira(PP-AL), e com líderes partidários daquela Casa Legislativa e também está prevista uma rodada de conversas com governadores.

Por ora, a tentativa de uma conversa como próprio Bolsonaro está congelada, segundo essa fonte. A avaliação é que o presidente quer colocar o Supremo como inimigo e chamá-lo para dialogar em meio a constantes ataques a ministros do STF poderia ser improdutivo e até levar a corte a escorregar em 'cascas de banana'.

Escrito por Reuters

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Casa frequentada por Shakespeare é cotada por R$ 9,2 milhões no Reino Unido

Localizada a duas horas de Londres, a Shakespeare House foi avaliada por £ 1,5 milhão na última quarta-feira (10). A residência, conhecida como “The Ship Inn”, era uma pequena pousada que atendia viajantes que precisavam de uma cama e um celeiro para seus cavalos. O dramaturgo inglês, William Shakespeare, era um grande frequentador do espaço em meio as suas viagens entre Stratford Upon Avon - onde nasceu - e Londres.

A casa histórica de 4.642 pés quadrados é uma antiga “estalagem de treinadores” e foi construída entre o final do século XVI e início do século XVII. O espaço comporta sete quartos, cinco banheiros e quatro salas. Hoje o edifício foi completamente restaurado por seus proprietários, porém mantém uma série de detalhes completamente originais, como: janelas de chumbo, vigas expostas, piso de carvalho, portas de madeira e lareiras abertas.

Shakespeare House é uma propriedade tão mágica, tem muito caráter e ainda assim é uma maravilhosa casa de família”, disse o agente Huw Warren, da Savills Summertown, em um comunicado. “Mas além da casa ser arquitetonicamente importante e maravilhosamente renovada está a extraordinária conexão com Shakespeare, tornando esta casa uma oportunidade única. Poucos podem reivindicar possuir um pedaço real da história literária que foi onde o Bardo ficou em várias ocasiões”.

Dizem que foi neste local que o poeta se inspirou em hóspedes para criar os personagens das obras "Muito Barulho por Nada" e "Sonho de uma Noite de Verão"- e pode até ter escrito algumas peças lá.

A última venda da casa foi em 2013, pelo valor de £ 700.000. O edifício tem uma lista histórica de Grau II*, o que significa que o grupo de preservação Historic England o designou como um local de importância histórica no país.

“Acredita-se geralmente que Grendon Underwood, que jazia nas trilhas da floresta usadas por ciganos e jogadores ambulantes, foi visitado mais de uma vez por Shakespeare, que morava na casa acima, antigamente uma pousada., agora conhecido como Shakespeare Farm”, de acordo com o site “A History of the County of Buckingham: Volume 4”, no British History Online.

Shakespeare’s Birthplace

A casa onde nasceu o um dos maiores escritores da língua inglesa também é um local extremamente importante para a história, sendo atualmente um pequeno museu aberto ao público. A residência é bastante popular entre os visitantes, e fica localizada Henley Street, Stratford-upon-Avon, Warwickshire, Inglaterra.

Foi lá que em 1564 o poeta nasceu e passou sua infância, hoje o edifício é administrado pelo Shakespeare Birthplace Trust. Apesar de parecer simples, para o século XVI a residência era bem considerável. Como o pai do escritor, John Shakespeare, era fabricante de luvas e comerciante de lã, a casa foi dividida em duas partes para permitir que ele realizasse seus negócios nas mesmas instalações.

John Shakespeare morreu em 1601 e sendo o filho mais velho sobrevivente, William herdou a casa. Ele alugou a pequena casa de dois cômodos ao lado da casa principal para sua irmã, Joan Hart. O restante do lar da família também foi alugado e se tornou uma pousada, nomeada Maidenhead.

Mais tarde, foi renomeada para Swan and Maidenhead Inn, que permanece em operação até 1847. Quando Shakespeare morreu em 1616, ele deixou a propriedade para sua filha mais velha, Susanna, e quando ela morreu deixou para sua única filha, Elizabeth.

É possível visitar o espaço com um pré-agendamento que pode ser feito clicando aqui.

Confira o valor dos tickets:

Adulto (16+, incluindo idosos) – Com doação £20,00 e sem doação £18,00

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