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    Exposição: “Villa Bella – Memória Iconográfica” a história pelas lentes

    O mais novo sucesso da cidade ganha mais datas para a visitação até dia 15 de fevereiro

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    Câmera vintage com fotos reveladas. - iStock

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    Desde dezembro, o município de Ilhabela sedia uma grande e querida exposição fotográfica que reitera a história das pessoas que construíram o espaço e a trajetória por meio das transformações no século XX no período de 1900 a 1980. Atualmente, as visitas que foram programadas para acontecer até o final do mês passado, ganharam um tempo extra, sendo estendido até o dia 15 de fevereiro, a fim de atrair mais visitantes e que outras pessoas possam conhecer mais a respeito da ilha.


    E, claro, como a Antena 1 tem uma filial na cidade, nada mais justo do que trazermos esse conteúdo diferenciado sobre a mostra aqui no nosso site! Confira:

    Visitada por pessoas de diversas partes do país e de São Paulo, a exposição “Villa Bella - Memória Iconográfica de uma bela ilha” foi um projeto de concretizado pela grande fotógrafa Maristela Colucci, responsável por ir em busca do acervo de fotos que traziam recortes sobre a história da cidade pelas mãos dos moradores.

    A Antena1 teve o prazer de conversar com Maristela em uma entrevista exclusiva para conhecermos mais o projeto.

    De acordo com a fotógrafa, foi a partir de um livro confeccionado em 2010 sobre a história da ilha - com cerca de três fotos na composição - que plantou uma sementinha na profissional sobre rebuscar esse passado que está inteiramente ligado com o presente da cidade. Foi nesse momento que Maristela descobriu um acervo iconográfico riquíssimo de Ilhabela escondido nas casas das famílias, de recém chegados à ilha até mesmo aos nascidos no local.

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    A proposta foi costurada a partir de pessoas que se dispuseram a abrir as casas, contar histórias e sentar com ela para procurar em caixas de separação do que seria exposto ao público.

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    “Quando eu escrevi esse projeto, eu achava que iria falar com umas dez famílias. A gente acabou entrevistando 29 pessoas de 60 a 98 anos com histórias fantásticas. Uma das surpresas foi realmente ver como as pessoas estão dispostas a falar e relatar. Claro que em todas as entrevistas tiveram momentos super emotivos porque é a história de vida das pessoas. Essas histórias individuais tecem a história da cidade como um todo, esse foi o mote do projeto, histórias de pessoas comuns revelaram histórias comuns a todos”, conta a artista.

    No decorrer da produção, Colucci relembra que um dos maiores desafios foi conseguir as cópias originais das fotografias. Foram encontradas cerca de 1% de negativos entre os entrevistados e naquela situação era importante ter as cópias antigas, não as reproduções. Assim, foi um longo caminho trilhado até chegarem a esse baú relíquia e poder começar a planejar como seria exposto.

    Um diferencial da exposição é que muito da produção foi feita essencialmente na Ilha, como os tratamentos das fotos com os equipamentos necessários, as legendas que foram mais a fundo sobre a situação que cada foto trazia escritas pela jornalista Camila Prado, também moradora desse paraíso tropical.

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    “Foi muito legal trabalhar com muita gente daqui, eu chamei uma jornalista, Camila Prado, que também mora aqui para fazer a pesquisa histórica que é super importante, não basta só mostrar fotos. Depois que eu cheguei na edição final, nos reunimos e ela se aprofundou em cima das fotos. Eu sempre falo para as pessoas, vai na exposição com um tempo porque não são “legendinhas” rápidas mas de maneira alguma são maçantes. São legendas muito informativas, leves e poéticas”, relata Colucci.

    Após a concretização da mostra, um sonho que estava guardado há cerca de uma década, Maristela a partir do contato com tantas histórias e vivências conta a experiência: “como pessoa eu sai de tudo isso muito impactada com essas entrevistas, que eu chamo de conversas por serem super informais apesar de serem profissionais, com pessoas já super de idade e com um conhecimento tão rico, uma integração com o meio ambiente, pessoas com histórias de vida muito lindas. Eu realmente saí transformada”.

    No sentido fotográfico, a conexão da idealizadora do projeto com a fotografia existe desde a adolescência. Mas, nas entrelinhas da exposição, as atividades como pesquisadora demandaram tamanho esforço para chegar a uma bela conclusão, influenciando com que ela fosse se descobrindo nesse processo.

    Ao todo, a exposição conta com 69 imagens que expressam um pouco do passado da ilha, como a de seus moradores, que foram os protagonistas em sua construção. Naquele período entre 1900 a 1980, a cidade era movimentada principalmente pela pesca e agricultura, seu domínio turístico surgiu nos anos posteriores e certamente dura até hoje, o que, inevitavelmente, contribui com que os visitantes do momento possam experimentar e conhecer esse impecável trabalho.

    Maristela afirma que ao longo da construção foi importante criar eixos temáticos para desenhar a exposição. “Foram criados eixos temáticos, 15 eixos no total, que foram pensados aos poucos, para que fosse possível costurar a mensagem que visavamos”.

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    Além disso, o projeto também ajudou com atividades sociais voltadas para as escolas com os jovens da cidade. “Desde o começo a gente sempre pensou nesse projeto como um projeto que agregasse a cidade e a população da Ilhabela. Essa aproximação que fizemos com as escolas gerou visitas guiadas com os professores. Foi um período rápido porque o projeto tinha que ser finalizado em dezembro e as escolas já estavam em recesso, mas depois de um acordo com a secretaria de cultura a gente teve uma grata surpresa e satisfação de ser prorrogada, se estendendo até dia 15 de fevereiro. Daí nossa satisfação triplicou porque ainda pegará quinze dias do ano letivo caso a covid deixar", explica a fotógrafa.

    "Fomos em três escolas, uma escola de teatro, um escola de ensino médio e outra escola geral, as quais se reuniram com os jovens mostrando todos os processos, para não mostrar somente o resultado e toda a questão de como se forma o tecido social de um município, mas mostrar a eles como é o processo de ter um sonho, escrever essas ideias, batalhar para isso acontecer e todos os percalços. Demorei dez anos para viabilizar isso, estava na minha gaveta de projetos por cerca de 12 anos. Foi uma troca muito bacana”, finaliza Maristela Colucci.



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